Suzana Muterle Viccini, produtora rural em Barreiras (BA), está entre as 100 mulheres poderosas do agronegócio brasileiro escolhidas pela Forbes, segundo a reportagem consultada. Sua trajetória está ligada à Fazenda Querência dos Pampas.
A família de Suzana chegou ao Oeste da Bahia na década de 1980, quando estradas precárias, dificuldades com o solo e pouca tecnologia tornavam a produção de grãos no Cerrado mais trabalhosa.
Na Fazenda Querência dos Pampas, em Barreiras, Suzana passou a participar da administração conforme surgiam novas demandas no negócio familiar. Segundo o relato da produtora, sua atuação incluiu a profissionalização dos processos.

Fora da propriedade, Suzana participou, em 2016, da criação do Núcleo das Mulheres do Agro do Oeste da Bahia, que depois se tornou uma associação formal. A reportagem trata das mudanças na fazenda e das iniciativas de capacitação, sustentabilidade e responsabilidade social promovidas pelo grupo.
Tecnologia e conservação na Fazenda Querência dos Pampas
Na Fazenda Querência dos Pampas, o manejo passou a incluir drones, agricultura de precisão e bioinsumos. Segundo o relato da produtora, essas ferramentas e produtos foram incorporados à produção ao longo do processo de modernização da propriedade.
A adoção de tecnologia ocorre junto a práticas como plantio direto e cultivo em áreas irrigadas. Suzana relaciona a evolução da agricultura no Oeste da Bahia à busca de conhecimento técnico e de soluções para produzir em solos ácidos.
O trabalho na fazenda também contempla ações de conservação do solo, de nascentes, do rio e de trechos do Cerrado. Esses cuidados integram as práticas descritas pela produtora para a propriedade em Barreiras.
Atuação de Suzana Viccini e organização das mulheres do agro
A associação ligada ao Núcleo das Mulheres do Agro do Oeste da Bahia promove iniciativas de capacitação, sustentabilidade e responsabilidade social. O grupo também desenvolve ações voltadas à preparação de novas gerações para assumir negócios familiares.
Suzana Viccini permaneceu na liderança da entidade e foi reeleita por unanimidade para presidi-la no biênio 2025-2026. A associação mantém iniciativas sociais, ambientais e educacionais em municípios do Oeste baiano.
O reconhecimento da produtora considera aspectos além do volume produzido, como conservação do solo, uso de recursos naturais, governança, eficiência e relação com as comunidades. Em 2026, Suzana ficou atrás apenas de Kátia Helena Fenner Rodrigues, de Santa Catarina, na categoria de médias propriedades do Prêmio Mulheres do Agro.


