Hóspedes do Airbnb estiveram em 2.712 cidades brasileiras em 2025, quase metade dos municípios do país, segundo levantamento divulgado pela empresa.
O estudo Descobertas locais informa que 237 municípios de 24 estados receberam a primeira reserva pela plataforma no ano. Desde a chegada do Airbnb ao Brasil, 3.224 cidades já registraram ao menos uma estadia.
Em 2025, a movimentação alcançou cidades de diferentes regiões, incluindo destinos fora das rotas turísticas tradicionais. O Airbnb também apontou crescimento de anfitriões em Ubajara, no Ceará, e Barreiras, na Bahia.

Além da expansão geográfica, os dados abordam viagens domésticas e a presença de hóspedes em áreas rurais. O levantamento também relaciona as estadias a gastos em negócios locais, com base em estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) citado pela empresa.
Expansão das estadias e perfil das viagens domésticas
A série apresentada pelo Airbnb mostra crescimento no número de cidades brasileiras com hóspedes: foram mais de 2.330 municípios em 2023 e mais de 2.500 em 2024. Os dados contextualizam a expansão das estadias na plataforma ao longo dos últimos anos.
As viagens nacionais responderam por 90% das reservas feitas pelo Airbnb no Brasil em 2025. Millennials representaram quase metade das reservas, enquanto a Geração Z correspondeu a mais de 30%.
A distribuição das reservas também alcançou destinos além dos grandes centros: mais de 60% ocorreram fora das dez maiores cidades brasileiras, e mais de 10% foram em áreas rurais. Esses indicadores descrevem parte do perfil das viagens associadas ao Airbnb em cidades brasileiras.
Destinos em ascensão e circulação de renda local
Entre os dez municípios apontados pelo levantamento como destinos de interesse crescente estão Alto Caparaó (MG), Bananeiras (PB), Barreiras (BA), Cidade de Goiás (GO) e Itaparica (BA). A lista também inclui Piranhas (AL), Piúma (ES), Presidente Figueiredo (AM), Trairi (CE) e Ubajara (CE).
O Nordeste concentra seis desses dez destinos: Bananeiras, Piranhas, Itaparica, Trairi, Ubajara e Barreiras. Em cinco deles, a principal origem dos hóspedes é a capital do próprio estado: Fortaleza para Ubajara e Trairi, João Pessoa para Bananeiras, Maceió para Piranhas e Salvador para Itaparica; Barreiras recebe principalmente visitantes de Brasília.
Segundo o Airbnb, o número de anfitriões na plataforma cresceu quase 60% em Ubajara em um ano e quase 80% em Barreiras. O levantamento também cita estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), segundo o qual, a cada R$ 10 gastos em hospedagem pela plataforma, outros R$ 45 são destinados à economia local, incluindo bares, restaurantes, transporte e comércio.
Fiamma Zarife, diretora-geral do Airbnb na América do Sul, afirmou que a chegada de viajantes a cidades fora dos roteiros tradicionais pode levar movimentação a moradores que recebem hóspedes, ao comércio local e a regiões que antes não integravam essas rotas. A executiva também relacionou a expansão a viagens de brasileiros pelo próprio país, inclusive para destinos próximos de onde vivem.

